A Metamorfose – Franz Kafka

Olá, mundo!

Hoje vou falar aqui de um livro que em suas poucas páginas conseguiu mexer com os pilares de sentimentos dentro de mim. E não estamos falando exatamente de algo necessariamente… rômantico.

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Especificações:

♦ Publicado em 1915;
♦ Autoria de Franz Kafka;
♦ Áustria-Hungria.
♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Vamos começar ambientando o conto: 

Vocês por acaso já tiveram a sensação de serem sugados (especialmente pelas pessoas ao redor) pela vida que nos é ”cobrada”, ou ”esperada” de certo modo? Já pararam para perceber o quanto os nossos dias de trabalho e o quanto a nossa rotina pode acabar nos tornando apenas mais um integrante de uma massa de trabalhadores, tornando o nosso brilho (ou a nossa individualidade) cada vez mais apagadas? É claro que o trabalho é e sempre será uma grande virtude, e em hipótese alguma poderíamos ignorar todo o esforço que tivemos pra conquistar tudo aquilo que nos cerca.
Mas… e quando você não tem esse esforço todo devidamente valorizado? E quando os seus parentes, no fundo, só pensam mesmo em tirar aquela ”lasquinha” de você?

Voltando pro livro: 

kafka capa 3

Bem, esse é o caso de Gregor Samsa, o personagem principal deste conto. Ele é um Caixeiro e trabalha viajando, e apesar de sofrer uma certa exploração em seu ofício, recebe relativamente bem, a ponto de sustentar sua mãe, sua irmã e seu pai. Até aqui, todos se sentem muito orgulhosos por terem um parente próximo tão responsável e que promove tantos bens à família.
Eis que um dia Gregor acorda, e percebe que se tornara um animal horrendo. Aliás, um inseto enorme e asqueroso. (Durante a leitura do livro, a descrição do autor me fez imaginar que esse inseto fosse uma barata daquelas bem grandes e horrendas mesmo, apesar de que li muitas resenhas que evitaram dar essa denominação à criatura que Kafka descreve. No entanto, eu acredito que naturalmente o nosso imaginário nos remeta à imagem da barata mesmo).

Nesse dia, seus parentes começaram a achar estranhíssimo o fato de que Gregor não saíra do quarto aquele dia para ir ao trabalho. No decorrer do dia, conseguiram abrir a porta e seus familiares se depararam com aquela criatura. E o ponto chave está aqui, justamente aqui: diante dessa situação, os familiares ao longo da história se esforçaram para tentar compreender e aceitar aquela situação de que, agora, Gregor estava na realidade inválido. Não poderia mais prover para a família o que outrora provia. Se tornou um ser inútil, incapaz de realizar qualquer coisa. Esse é o tipo de momento crítico que muitas vezes vivenciamos (claro, de outras formas). E geralmente, são nesses momentos em que podemos perceber quem realmente está ao nosso lado por amor, ou por interesse.

O que eu senti: 

kafka capa 2

Vendo dessa perspectiva, esse livro pode me levar à reflexões sobre diversos momentos da minha vida, em que me questionei se de fato estava sendo apreciada pelo o que fazia, se de fato aquelas pessoas estavam se sentindo bem, realmente, com a minha presença, e não apenas de olho naquilo que eu poderia oferecer.
É ou não é um tema extremamente atemporal? Tenho a sensação que esse tipo de problemática sempre vai existir. Vocês já passaram por alguma situação desse tipo?

Eu recomendo muito a leitura desse conto. É o tipo de livro que você consegue ler numa tacada só, e ainda assim consegue trazer uma riqueza de conteúdo imensurável – algo do tipo que se deve levar pra vida inteira. Em outras palavras: é um tapa na cara!

Anúncios

3 comentários em “A Metamorfose – Franz Kafka”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s