Resenha: Madame Bovary

Olá, mundo!

Tem um certo tempo que ando alimentando uma vontade tremenda de escrever sobre a minha relação com essa obra desde que terminei de lê-la; e como é de se esperar com a leitura de livros clássicos, os sentimentos que pude vivenciar aqui foram intensos, e aqui me justifico:

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Especificações:

  • Publicado em 1857;
  • Autoria de Gustave Flaubert;
  • França.

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Por que é considerado um clássico? 

São diversos os motivos pelos quais esse livro se tornou um grande clássico da literatura mundial. Primeiramente, é preciso levar em consideração o fato de que o autor foi julgado pelo tribunal de justiça pela publicação desta obra por ter sido considerada uma afronta aos valores morais e religiosos daquele tempo. Consequentemente, devido ao ”reboliço” causado, muitas pessoas passaram a se interessar pela obra, o que acabou tornando-o ainda mais famoso e disseminado entre a população. E além disso, o autor trata de um romance de forma  bem mais realista do que as obras anteriores já puderam tratar: abre-se então um novo gênero literário: o próprio realismo. Entretanto, esse livro também pode ser classificado como pertencente a cadeia da literatura erótica.

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1° Impressão:

Particularmente, tive impressões bastantes profundas sobre essa obra. No começo foi bem difícil conseguir uma certa fluidez na leitura, porque o autor trás detalhes pra estória que são muito rebuscados. Tudo é extremamente bem detalhado, de forma que você consegue visualizar exatamente o cenário descrito, e a genialidade disso está, pra mim, na forma poética em que Flaubert consegue retratar em palavras tudo aquilo que faz parte do campo visual do enredo. Então, em suma, essa característica foi de início difícil de digerir, mas depois que você absorve tudo aquilo se torna simplesmente surpreendente. 

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2° Impressão: 

Outro ponto marcante pra mim foi justamente como ele conduz o comportamento da personagem principal (Emma) em contraposição com o seu marido (Charles). Emma, no caso, foi uma mulher que apesar de não ter crescido numa sociedade extremamente rica e abastada, recebeu boa educação, estudou em conventos, e teve um contato  íntimo com a literatura. No entanto, o tipo de literatura em que ela teve contato durante toda a sua juventude se tratava justamente de romances e estórias fantasioas, as quais enchiam a sua imaginação de êxtase, ao ponto de fazer com que ela se deixasse levar por essas fantasias durante todo o resto de sua vida, e este é justamente o grande causador de todos os problemas enfrentados dentro desta trama de Flaubert. Por outro lado, Charles, teve uma juventude um pouco mais difícil, no sentido de que nunca fora um garoto excepcional na escola, mas também nunca fora o pior de todos. Sua formação em medicina não se deu no tempo certo, e ele é descrito como um personagem ”medíocre”, de certa forma. Ele segue a sua vida na medida do possível, e a maior paixão de sua vida é a própria Emma, que vem a se tornar a sua esposa.

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3° Impressão: 

Essa característica ”medíocre” de Charles me pareceu uma crítica à propria modéstia (no sentido religioso e comportamental também). Aqui, esses dois personagens ao meu ver, durante toda a narrativa, se opõem da seguinte maneira: Emma é tida como um ser cheio de sonhos, fantasias, energia pra ir atrás de tudo que ela quisesse, MAS, ela cedia toda a sua energia pra todas as coisas consideras negativas aos padrões religiosos. Ela cedia à desejos, à vontades, e dificilmente conseguia se manter satisfeita com alguma coisa em sua vida. Depois que conseguia satisfazer alguns de seus caprichos, a personagem se vê entregue ao tédio, à depressão, e até mesmo à características extremamente bipolares. Charles, entretanto, é o símbolo da própria modéstia. Então mesmo que ele fosse ”bobo”, ou simplesmente não quisesse enxergar tudo de errado que sua esposa estava fazendo, ele preferia acreditar no bem, e isso fica extremamente claro no final do livro, quando ele sacrifica e renuncia o seu ódio diante de toda a catástrofe que sua esposa causou.

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E aí, vocês gostam de clássicos? Me contem nos comentários!

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6 comentários em “Resenha: Madame Bovary”

  1. Livros clássicos são ótimos tem uma boa leitura, é muito bom ler um livro no qual é bem detalhado, Gostei muito dos personagens do Charles e da Emma, apesar dos dois serem diferentes em algumas coisas,Charles é um homem discreto em relação a sua esposa. Gostei muito do livro bjs.

    Curtido por 1 pessoa

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