”Element”, Kendrick Lamar

Olá, mundo!

Eu não sei se já mencionei aqui no blog, mas sou estudante de Cinema e Audiovisual e (se Deus quiser) me formo já no ano que vem. Uma das coisas que mais me impulsionaram a escolher esse curso foi a paixão pela arte visual. Desde muito pequena eu sempre gostei muito de desenhar (e gosto até hoje, apesar de não exercer nada relacionado à criatividade manual), e também sempre fui o tipo de pessoa que se encantava por imagens – fossem elas fotografias, videoclipes ou filmes. Ganhei meu primeiro computador aos 10 anos de idade e conforme adentrava o mundo da adolescência, fui desconbrindo a música. Como naquela época a música ainda não tinha seus direitos autorais tão questionados a respeito dos downloads, eu simplesmente me esbaldava baixando diversas discografias até entupir o meu computador de vírus. Também passava horas e horas do meu dia assistindo os programas da MTV (quem nunca?).
Durante o curso eu pude adquirir uma base de conhecimento imagético que me fizeram prestar ainda mais a atenção nos videoclipes que eu tanto admirava. Até hoje eu costumo repetir e perder muito tempo assistindo os mesmos clipes. Gosto de divagar pela semiótica dos vídeos, pela construção de arte e fotografia e tudo que uma obra audiovisual pode englobar.

Kendrick 1
O lado bom de tudo isso é que eu pude também me tornar uma pessoa bastante eclética em relação à música. E eu acho isso ótimo, porque tenho a capacidade de transitar nos mais diversos estilos músicais. E é legal perceber que com o tempo, o seu leque de refêrencias vai se ampliando de uma maneira muito interessante. E é por isso que hoje vou falar dos clipes de Kendrick Lamar, em especial esse que está entre os mais recentes: ”Element”, do álbum DAMN. Eu fiquei muito instigada por esse clipe que revi diversas vezes. Aqui vou listar os motivos pelo qual essa obra me chamou muito a atenção:

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Fotografia:
Esse clipe foi dirigido pelo próprio Kendrick e por Jonas Lindstroem, que por sinal, tem um trabalho cinematográfico incrível e cheio de referências profundas. Eu gosto muito quando a arte te oferece muito mais do que simplesmente um quadro belo. Os equipamentos utilizados, as cores, os enquadramentos são todos de uma qualidade e de uma beleza muito grande. Tudo é retratado de uma forma que exalta a beleza natural de todas as coisas presentes no quadro, desde a simplicidade da luz, da poeira, das próprias pessoas. Trasmite a sensação de que mesmo aquilo sendo tão real e tão próximo de nós, trata-se de algo que está em relevância ou sendo exaltado por algum motivo.

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Clipe e referência
A foto acima é do frame do clipe, e a de baixo é a fotografia de Gordon Parks.

Referências:
Fazendo uma pesquisa, acabei descobrindo que esse clipe teve referências fortíssimas de um um dos fotógrafos mais importantes do século 20, o Gordon Parks. Ele era negro, pobre e nasceu no período da segregação racial em Kansas, nos EUA. Ele era considerado um humanitário e extremamente comprometido com a justiça social, deixando um trabalho muito bonito com foco em questões raciais, direitos civis, pobreza e vida urbana.

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Acima o frame do clipe, e abaixo as fotografias de Gordon Parks.

O grande trunfo:
Justamente a junção de todos os aspectos citados acima. E um plus, que foi a reprodução (isso mesmo, reprodução!) de algumas das fotos mais icônicas de Gordon Parks dentro dos frames do clipe de Element. E quando você passa a entender melhor a história e o trabalho desse fotógrafo, você percebe o peso que essa referência tem sobre essa música e sobre esse clipe. É um trabalho simplesmente fantástico!
E aí, o que acharam? Vocês curtem esse tipo de som, esse tipo de filme?

 

Trabalhos de Jonas Lindstroem (diretor): https://vimeo.com/jlindstroem

A fundação Gordon Parks: http://www.gordonparksfoundation.org/

 

A Metamorfose – Franz Kafka

Olá, mundo!

Hoje vou falar aqui de um livro que em suas poucas páginas conseguiu mexer com os pilares de sentimentos dentro de mim. E não estamos falando exatamente de algo necessariamente… rômantico.

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Especificações:

♦ Publicado em 1915;
♦ Autoria de Franz Kafka;
♦ Áustria-Hungria.
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Vamos começar ambientando o conto: 

Vocês por acaso já tiveram a sensação de serem sugados (especialmente pelas pessoas ao redor) pela vida que nos é ”cobrada”, ou ”esperada” de certo modo? Já pararam para perceber o quanto os nossos dias de trabalho e o quanto a nossa rotina pode acabar nos tornando apenas mais um integrante de uma massa de trabalhadores, tornando o nosso brilho (ou a nossa individualidade) cada vez mais apagadas? É claro que o trabalho é e sempre será uma grande virtude, e em hipótese alguma poderíamos ignorar todo o esforço que tivemos pra conquistar tudo aquilo que nos cerca.
Mas… e quando você não tem esse esforço todo devidamente valorizado? E quando os seus parentes, no fundo, só pensam mesmo em tirar aquela ”lasquinha” de você?

Voltando pro livro: 

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Bem, esse é o caso de Gregor Samsa, o personagem principal deste conto. Ele é um Caixeiro e trabalha viajando, e apesar de sofrer uma certa exploração em seu ofício, recebe relativamente bem, a ponto de sustentar sua mãe, sua irmã e seu pai. Até aqui, todos se sentem muito orgulhosos por terem um parente próximo tão responsável e que promove tantos bens à família.
Eis que um dia Gregor acorda, e percebe que se tornara um animal horrendo. Aliás, um inseto enorme e asqueroso. (Durante a leitura do livro, a descrição do autor me fez imaginar que esse inseto fosse uma barata daquelas bem grandes e horrendas mesmo, apesar de que li muitas resenhas que evitaram dar essa denominação à criatura que Kafka descreve. No entanto, eu acredito que naturalmente o nosso imaginário nos remeta à imagem da barata mesmo).

Nesse dia, seus parentes começaram a achar estranhíssimo o fato de que Gregor não saíra do quarto aquele dia para ir ao trabalho. No decorrer do dia, conseguiram abrir a porta e seus familiares se depararam com aquela criatura. E o ponto chave está aqui, justamente aqui: diante dessa situação, os familiares ao longo da história se esforçaram para tentar compreender e aceitar aquela situação de que, agora, Gregor estava na realidade inválido. Não poderia mais prover para a família o que outrora provia. Se tornou um ser inútil, incapaz de realizar qualquer coisa. Esse é o tipo de momento crítico que muitas vezes vivenciamos (claro, de outras formas). E geralmente, são nesses momentos em que podemos perceber quem realmente está ao nosso lado por amor, ou por interesse.

O que eu senti: 

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Vendo dessa perspectiva, esse livro pode me levar à reflexões sobre diversos momentos da minha vida, em que me questionei se de fato estava sendo apreciada pelo o que fazia, se de fato aquelas pessoas estavam se sentindo bem, realmente, com a minha presença, e não apenas de olho naquilo que eu poderia oferecer.
É ou não é um tema extremamente atemporal? Tenho a sensação que esse tipo de problemática sempre vai existir. Vocês já passaram por alguma situação desse tipo?

Eu recomendo muito a leitura desse conto. É o tipo de livro que você consegue ler numa tacada só, e ainda assim consegue trazer uma riqueza de conteúdo imensurável – algo do tipo que se deve levar pra vida inteira. Em outras palavras: é um tapa na cara!

Resenha: Body Butter de Leite de Amêndoas e Mel, da The Body Shop

Olá, mundo!

Hoje vou falar pra vocês da minha experiência com a famosíssima Body Butter (ou manteiga corporal) da The Body Shop. Eu adquiri esse produto no dia 29, online, porque tava sentindo muito a necessidade de um hidratante potente pro corpo, já que aqui em São Paulo o tempo tá quase desértico de tão quente e seco; tava sentindo minha pele repuxar e então resolvi investigar sobre essa marca.

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Sempre vejo blogueiras e influencers falando sobre os produtos dessa marca e confesso que esse também foi um dos principais motivos que me levaram a querer pesquisar sobre a Body Butter. Outro fator que achei bastante interessante é o fato da marca não realizar testes em animais e apresentar um programa de comércio justo com os seus fornecedores. Isso é interessante porque ajuda a desenvolver a economia de países emergentes economicamente e também dá a oportunidade para que as pessoas envolvidas com esse tipo de trabalho possam crescer profissionalmente.

Eu demorei bastante pra receber o produto em casa. Na compra, optei pelo frete PAC (que é mais barato) e o creme só chegou no último dia limite de entrega. Dei azar. Mas, o produto veio em perfeito estado e ainda recebi de brinde uma amostra de manteiga corporal de Moringa, que ainda não testei, mas já gostei do aroma.

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A TEXTURA:
Bom, de cara eu já gostei bastante da textura desse creme corporal, apesar de não ser nada que já não tivesse visto antes em outros cremes corporais desses do tipo ultra-hidratantes. No entanto, quando você passa no seu corpo, essa manteiga corporal apresenta uma absorção absurdamente rápida (levando em consideração a densidade do produto), o que é ótimo, já que a sensação de ficar por horas e horas com creme na pele é bem ruim – ninguém gosta de se sentir gosmento.

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O AROMA:
Eu escolhi o hidratante de amêndoas e mel, porque dentre todas as opções, essa me pareceu ser a mais neutra e suave de todas (pelo menos assim foi o que a minha intuição definiu). Vou ser bastante honesta com vocês: o cheiro do produto, na embalagem, não é lá aquelas coisas extraordinariamente diferentes e incríveis. Já tive cremes com aromas melhores. Não é nada muito gritante, é um cheiro suave, fresco e que lembra bastante o aroma do mel. Mas, pelo fato de ter sido convencida pelas mídias sociais de que esse creme teria um perfume incrível, eu quebrei um pouco a cara. É um cheiro gostosinho, mas não vá pensando que é inigualável, inimaginável. Depois que passei um tempo com ele na pele, a fragância ficou muito mais gostosa e natural – o que é um fator que compensou bastante a ”desilusão” com o cheiro do creme na embalagem.

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A HIDRATAÇÃO:
Tenho a pele entre normal e seca, e nos últimos tempos ela tem ficado bastante seca e sensível. A embalagem promete uma hidratação intensa por 48 horas, e… de fato, foi o que o ocorreu. Senti a minha pele extremamente hidratada durante esses dois dias e não senti a necessidade de reaplicar logo no dia seguinte. Isso é ótimo porque você não vai precisar gastar um potinho inteiro desses (e diga-se de passagem, o preço não é lá muito amigável) em tão pouco tempo. O cheirinho gostoso de mel e amêndoas também permaneceu na minha pele até o segundo dia (claro, com menor intensidade)

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O QUE EU ACHEI:

Você está com a pele seca e sensível? Bom, eu recomendaria esse creme. Daria a nota 8/10 por esse produto. Não me decepcionou, cumpriu o que promete na embalagem e ainda tem uma ética de trabalho interessantíssima por trás dos produtos dessa marca. Ainda quero experimentar outras coisas da The Body Shop.

Vocês já conhecem? Que tipos de hidratantes corporais vocês mais gostam? Comentem aqui, porque vou adorar saber!

 

Resenha: Unhas postiças ”imPRESS” (da Kiss New York)

Olá, mundo!

Como vocês estão?
Andei um tempo sumida mas cá estou, novamente. Hoje vou falar sobre um produto que testei há um tempo atrás e resolvi fazer uma resenha honesta para vocês.
O produto que apresento aqui são as unhas postiças da imPRESS. Vi em um dos corredores da Kimi (loja de cosméticos aqui em São Paulo) e achei bastante interessante. Me agradou o preço (R$24,90), a cor das unhas e pensei: vou levar uma caixinha pra testar. Perguntei pra funcionária da loja nesse dia se era necessário comprar a cola para as unhas separadamente, e ela me havia dito que não, pois o produto já vem com uma cola própria.

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APLICABILIDADE:
Realmente, a aplicabilidade do produto é muito fácil, exatamente como estão nas instruções no verso da embalagem e também em um papelzinho que vem dentro da caixinha. Inclusive, eu sugiro que você leia as duas instruções; a que vem dentro da caixinha é mais completa e pede pra que você aguarde alguns minutos antes de sair fazendo qualquer coisa com as suas unhas, e isso é um fator que influencia muito na durabilidade do produto. A caixinha também acompanha um lencinho umidecido pra que você consiga realizar a limpeza das unhas corretamente antes de aplicá-las. O que eu sugiro aqui, e que pode ocorrer com muitas pessoas, é que você teste a unha postiça na sua unha natural (sem tirar o plástico da cola), pra ter certeza de que aquele tamanho vai ficar legal e não vai sobrar ou faltar, correndo o risco de te causar maiores incômodos posteriormente. O que eu fiz foi aparar e lixar um pouco das pontas das unhas, porque eu achei que ficariam enormes e isso seria um grande estorvo pra mim (infelizmente eu não consigo conviver com unhas gigantes).

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DURABILIDADE:
Se você aplica-las conforme as instruções, as suas unhas podem durar bastante tempo. Nos primeiros dias eu quase me esquecia que estava com unhas postiças. Elas aderem super bem às unhas naturais e eu diria até que são bastante resistentes. Consegui tomar banho, lavar a louça, digitar sem ter que me preocupar muito se elas iam começar a soltar ou não. Lá pelo 8° ou 9° dia eu consegui sentir que algumas pontinhas estavam descolando, mas no geral o produto estava firme e forte nos meus dedos. Ainda dava pra se manter com elas por mais alguns dias, e assim segui até o 15° dia.

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O QUE EU ACHEI?
Eu não sou uma grande apreciadora desse tipo de produtos, confesso. Tenho que admitir isso porque sou um pouco sensível a qualquer coisa que não deixe meus dedos, minha pele, ou qualquer coisa do meu corpo respirar naturalmente. Claro, isso pode ser uma paranóia minha, mas eu acredito que muitas pessoas pensem assim também. Por outro lado, o interessante dessas unhas postiças é que elas são, além de muito lindas e apresentarem um acabamento perfeito, são seguras e quebram muito o galho de quem precisa estar com as unhas impecáveis para algum evento, ou simplesmente não vão poder fazer aquela visitinha básica à manicure. É uma boa alternativa pra esses momentos. E acho que pra quem considera fazer aqueles procedimentos de unhas de gel, etc, também é uma boa forma de você ”testar” antes de se arriscar com um procedimento mais ”pesado”, e avaliar se esse tipo de coisa vale a pena. Eu daria uma nota 9/10 pra esse produto, levando em consideração todos os pontos que abordei aqui. Ah, outro ponto que me agradou bastante foi a embalagem! Achei uma graça, e se você quiser levar consigo na bolsa, é bem prático. Essa embalagem de acrílico é super bonitinha, tem um tamanho discreto e dificilmente o produto escapa dali.

Lembrando que, eu acredito que a utilização de unhas postiças superior à 3 meses deve ser bizarramente prejudicial pra saúde das suas unhas naturais.
Vocês já usaram essas unhas? O que acharam? Gostam de quais cores? Me contem aqui, eu vou adorar saber 🙂

 

Mousse de Abacate com Cacau

Olá, mundo!

Como vai o domingo de vocês?
Aqui em São Paulo o dia está super ensolarado e hoje eu resolvi fazer uma sobremesa deliciosa e altamente nutritiva. E o melhor de tudo é que ela engana muito bem aos não-apreciadores de comidas ”saudáveis”, digamos assim.
Eu já vi na internet diversas receitas desse mousse de abacate com cacau que vou compartilhar com vocês hoje, mas confesso que depois de testar tantos métodos, acabei descobrindo uma mistura que agradou muito mais ao paladar do pessoal aqui de casa.

ingredientes
Os ingredientes:

  • 1 avocado, ou 1 abacate pequeno, ou meio abacate;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • 1 colher de sopa cheia de cacau 100%;
  • 1 banana madura (bem docinha de preferência).

Como fazer:

  1. Se estiver tudo bem madurinho, você consegue misturar todos os ingredientes com um garfo num recipiente até atingir a consistência de mousse, bem homogêneo. Mas você também pode bater num liquidificador ou mixer. Assim que atingir uma consistência uniforme, é só levar pra geladeira por umas 2h e está pronto para servir!
  2. Confesso que essa receita pode variar por muitos fatores: o tamanho do abacate pode pedir que você acrescente mais ou menos do restante dos ingredientes. Se você achar que a mistura ainda não chegou ao ponto certo, você pode ir provando a receita até achar que está do seu gosto.
  3. Se a banana estiver bem madurinha e docinha, eu particularmente não vejo necessidade de acrescentar o mel.
  4. Outra dica também é que você pode substituir o cacau por aquele ”Chocolate do Padre”, que tem 50% de cacau e 50% de açúcar. A receita vai ficar mais ”gordinha”, mas o gosto vai ficar bem mais aceitável e ainda assim não seria tão ruim quanto acrescentar o achocolatado, não é mesmo?
mistura
Tudo batido e pronto pra ir a geladeira! 🙂

Muitos de vocês já devem saber que o abacate é um alimento altamente nutritivo e essa é uma das formas mais interessantes de consumir a fruta. Eu por exemplo gosto muito porque não consigo consumir o abacate in natura. Sempre prefiro consumir em forma de vitaminas, mousses, guacamoles ou até na salada, mas nunca puro. :/
E a banana também é outro fruto extremamente benéfico pra nossa saúde. Vale a pena acrescer ao nosso dia-a-dia!
Me contem o que acharam da receita, e se fizerem, me marquem no instagram pois eu adoraria ver como ficou o resultado! @diariodos20

Ouro Preto – Minas Gerais

Olá, mundo!

A grande protagonista do post de hoje é a cidade de Ouro Preto, que fica em Minas Gerais. Para quem não sabe, desde quando comecei a namorar, a minha vida se tornou um verdadeiro zigue-zague entre São Paulo e Ouro Preto, isso porque meu amado mora lá. E, por consequência, acabei criando uma relação afetiva muito especial com esse lugar. Por essa razão, vou colocar aqui pra vocês alguns dos principais motivos pelos quais você DEVE conhecer essa cidade.

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Arquitetura que narra uma história
Muita arte barroca e um banho de arquitetura colonial, principalmente no centro da cidade, que é onde se concentram as principais atrações nesse âmbito, como museus, a Escola de Farmácia da UFOP, o próprio comércio e a disposição das casas e repúblicas nessa região. A cidade foi fundada no ano de 1711 como ”Vila Rica”. Sempre que vou ao centro tenho a sensação de ter entrado numa máquina do tempo e ter voltado alguns séculos atrás pro período da Corrida do Ouro.

Rua dos Bancos, Ouro Preto
Localizado ao centro da cidade.

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Cultura de Repúblicas

Pra quem é de São Paulo como eu, a cultura das repúblicas da UFOP são uma coisa praticamente de outro mundo. Quando conheci algumas festas e me explicaram um pouco do esquema de como as coisas funcionam por lá, fiquei encantada. Em geral, elas têm hierarquias dentro da casa: os calouros, por exemplo, quase sempre ficam com as tarefas mais ”chatas”. E ver quadros com a fotografia de formatura de cada aluno na parede também é algo bastante típico, que permanece por gerações e gerações na casa. As relações que se constituem ali são pautadas nesses esquemas. Nem sempre há harmonia, é claro, mas costuma funcionar muito bem. Eu jamais vi tanta ordem e senso de irmandade numa república aqui de São Paulo! hahaha

Prédio de Medicina da UFOP

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Tranquilidade 

Eu não sei vocês, mas eu sou paulistana da gema. E cresci aqui no meio dessa cidade caótica, barulhenta, energética e 100% viva, a todo momento. Ouro Preto é um lugar que me traz uma paz imensa: a união entre o ar mais fresco, o céu limpo, um silêncio preenchido por cantos de passarinhos e um sol da tarde como este da fotografia acima que, literalmente, faz um trabalho de ”pintura” com a paisagem.

Canário-da-terra na UFOP

Escrever esse texto me deu saudades, confesso. Mas ei de trazer mais informações legais sobre o Ouro Preto. O que vocês gostariam de ver?

Dica: as igrejas de Ouro Preto são muito conhecidas e muito lindas.

Resenha: Madame Bovary

Olá, mundo!

Tem um certo tempo que ando alimentando uma vontade tremenda de escrever sobre a minha relação com essa obra desde que terminei de lê-la; e como é de se esperar com a leitura de livros clássicos, os sentimentos que pude vivenciar aqui foram intensos, e aqui me justifico:

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Especificações:

  • Publicado em 1857;
  • Autoria de Gustave Flaubert;
  • França.

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Por que é considerado um clássico? 

São diversos os motivos pelos quais esse livro se tornou um grande clássico da literatura mundial. Primeiramente, é preciso levar em consideração o fato de que o autor foi julgado pelo tribunal de justiça pela publicação desta obra por ter sido considerada uma afronta aos valores morais e religiosos daquele tempo. Consequentemente, devido ao ”reboliço” causado, muitas pessoas passaram a se interessar pela obra, o que acabou tornando-o ainda mais famoso e disseminado entre a população. E além disso, o autor trata de um romance de forma  bem mais realista do que as obras anteriores já puderam tratar: abre-se então um novo gênero literário: o próprio realismo. Entretanto, esse livro também pode ser classificado como pertencente a cadeia da literatura erótica.

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1° Impressão:

Particularmente, tive impressões bastantes profundas sobre essa obra. No começo foi bem difícil conseguir uma certa fluidez na leitura, porque o autor trás detalhes pra estória que são muito rebuscados. Tudo é extremamente bem detalhado, de forma que você consegue visualizar exatamente o cenário descrito, e a genialidade disso está, pra mim, na forma poética em que Flaubert consegue retratar em palavras tudo aquilo que faz parte do campo visual do enredo. Então, em suma, essa característica foi de início difícil de digerir, mas depois que você absorve tudo aquilo se torna simplesmente surpreendente. 

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2° Impressão: 

Outro ponto marcante pra mim foi justamente como ele conduz o comportamento da personagem principal (Emma) em contraposição com o seu marido (Charles). Emma, no caso, foi uma mulher que apesar de não ter crescido numa sociedade extremamente rica e abastada, recebeu boa educação, estudou em conventos, e teve um contato  íntimo com a literatura. No entanto, o tipo de literatura em que ela teve contato durante toda a sua juventude se tratava justamente de romances e estórias fantasioas, as quais enchiam a sua imaginação de êxtase, ao ponto de fazer com que ela se deixasse levar por essas fantasias durante todo o resto de sua vida, e este é justamente o grande causador de todos os problemas enfrentados dentro desta trama de Flaubert. Por outro lado, Charles, teve uma juventude um pouco mais difícil, no sentido de que nunca fora um garoto excepcional na escola, mas também nunca fora o pior de todos. Sua formação em medicina não se deu no tempo certo, e ele é descrito como um personagem ”medíocre”, de certa forma. Ele segue a sua vida na medida do possível, e a maior paixão de sua vida é a própria Emma, que vem a se tornar a sua esposa.

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3° Impressão: 

Essa característica ”medíocre” de Charles me pareceu uma crítica à propria modéstia (no sentido religioso e comportamental também). Aqui, esses dois personagens ao meu ver, durante toda a narrativa, se opõem da seguinte maneira: Emma é tida como um ser cheio de sonhos, fantasias, energia pra ir atrás de tudo que ela quisesse, MAS, ela cedia toda a sua energia pra todas as coisas consideras negativas aos padrões religiosos. Ela cedia à desejos, à vontades, e dificilmente conseguia se manter satisfeita com alguma coisa em sua vida. Depois que conseguia satisfazer alguns de seus caprichos, a personagem se vê entregue ao tédio, à depressão, e até mesmo à características extremamente bipolares. Charles, entretanto, é o símbolo da própria modéstia. Então mesmo que ele fosse ”bobo”, ou simplesmente não quisesse enxergar tudo de errado que sua esposa estava fazendo, ele preferia acreditar no bem, e isso fica extremamente claro no final do livro, quando ele sacrifica e renuncia o seu ódio diante de toda a catástrofe que sua esposa causou.

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E aí, vocês gostam de clássicos? Me contem nos comentários!